O Sesc São Paulo e a Boitempo realizam em parceria, entre os dias 15 e 19 de outubro, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, o Seminário Internacional “Democracia em colapso?”. Em um momento em que a polarização política dita boa parte dos debates atuais na sociedade brasileira, cerca de 50 convidados nacionais e internacionais promovem um amplo debate sobre as origens e as diferentes perspectivas históricas, políticas e sociais que perpassam o conceito de democracia.
Democracia
Este blog é uma ferramenta usada para troca de informações e materiais para o desenvolvimento da disciplina "Filosofia Política: perspectivas contemporâneas" da UFABC, sob a responsabilidade do Prof. Flamarion Caldeira Ramos, no segundo quadrimestre de 2019. O tema do curso será a democracia.
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Agradecimento
Caras e caros,
Gostaria de expressar aqui meu profundo agradecimento a todos e todas que acompanharam este curso "Filosofia política: perspectivas contemporâneas". Foi uma experiência marcante e um grande desafio. Agradeço a atenção, a paciência e a confiança. Espero poder reencontrar todas e todos vocês em outra oportunidade.
Grande abraço e boas férias!
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
“O bom uso da tortura” – democracia e violência
Após o episódio de 11 de setembro, a tortura tornou-se, nos Estados Unidos, uma política e juridicamente justificada pela “guerra global contra o terror”. Mais que isso, foi moralmente legitimada. Para eminentes pensadores americanos, a tortura é um mal necessário, até mesmo o bem, em situações de ameaça grave. Como entender essa dramática regressão? Daí a importância da obra de M. Terestschenko, O bom uso da tortura ou como as democracias justificam o injustificável , que enfrenta todas as dimensões da resposta desta pergunta, histórica, jurídica, filosófica e moral. O autor ainda explica por que seu argumento central, o da hipótese da “bomba-relógio”, que justifica a tortura do indivíduo que a colocou, não passa de uma fábula perversa.
Em nossa última aula, na próxima quarta-feira, dia 28/08, vamos analisar o capítulo nove do livro e será solicitado, como exercício, uma resenha crítica do mesmo.
https://drive.google.com/file/d/1dawSS48AlDpLAIvdjXeXin0clKawa286/view?usp=sharing
(Coloquei hoje uma versão mais legível)
O estado de exceção como paradigma de governo (Giorgio Agamben)
“Diante do incessante avanço do que foi definido como uma 'guerra civil mundial', o estado de exceção tende sempre mais a se apresentar como o paradigma de governo dominante na política contemporânea. Esse deslocamento de uma medida provisória e excepcional para uma técnica de governo ameaça transformar radicalmente – e, de fato, já transformou de modo muito perceptível – a estrutura e o sentido da distinção tradicional entre os diversos tipos de constituição. O estado de exceção apresenta-se, nessa perspectiva, como um patamar de indeterminação entre democracia e absolutismo.” (Giorgio Agamben)
Obra fundamental para entender o Estado e a política contemporâneas, Estado de Exceção expõe as áreas mais obscuras do direito e da democracia. Justamente as que legitimam a violência, a arbitrariedade e a suspensão dos direitos, em nome da segurança, a serviço da concentração de poder.
Na aula da próxima segunda-feira, dia 26/08, analisaremos o primeiro capítulo do livro, "O estado de exceção como paradigma de governo". Como exercício, dê os títulos das 11 partes do texto.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
1964, o ano que não terminou
Organizada por Edson Teles e Vladimir Safatle, a obra O que resta da ditadura (São Paulo: Boitempo, 2010) reúne uma série de ensaios que esquadrinham o legado deixado pelo regime militar na estrutura jurídica, nas práticas políticas, na literatura, na violência institucionalizada e em outras esferas da vida social brasileira.
Fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, o livro reúne textos de escritores e intelectuais como Maria Rita Kehl, Jaime Ginzburg, Paulo Arantes, Ricardo Lísias e Jeanne Marie Gagnebin, que buscam analisar o que permanece de mais perverso da ditadura no país hoje. Assim, o livro possui também um caráter de resistência à lógica de negação difundida por aqueles que buscam hoje ocultar o passado recente, seja ao abrandar, amenizar ou simplesmente esquecer este período da história brasileira.
Para a aula do dia 21/08, analisaremos o texto "1964, o ano que não terminou" de Paulo Arantes (páginas 205-236). Como exercício de leitura, pede-se uma resenha crítica desse texto.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
O ódio como política
A aula do dia 14/08 terá como tema o livro O ódio como política - A reinvenção das direitas no Brasil. “Direitas”, “novas direitas”, “onda conservadora”, “fascismo”, “reacionarismo”, “neoconservadorismo” são algumas expressões que tentam conceituar e dar sentido a um fenômeno que é indiscutível protagonista nos cenários nacional e internacional de hoje, após seguidas vitórias dessas forças dentro do processo democrático. Trump, Brexit e a popularidade de Bolsonaro integram as complexas dinâmicas das direitas que a coletânea busca aprofundar a partir de ensaios escritos por grandes pensadores da atualidade. Tendo como foco central o avanço dos movimentos de direita, os textos analisam sob as mais diversas perspectivas o surgimento e a manutenção do regime de ódio dentro do campo político.
Eleja um dos artigos e faça uma resenha crítica a ser entregue na aula do dia 14/12.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
A crise da democracia no Brasil
Democracia em risco? A pergunta que dá título a esta coletânea de artigos procura reagir a uma constatação: as eleições de 2018 são um marco no curso da história de nosso atual regime democrático, iniciado com a promulgação da Constituição de 1988. Fato novo, um candidato de extrema-direita — de retórica virulenta e ideias conservadoras em matéria de costumes, mas vestindo novíssimo traje ultraliberal em assuntos econômicos — tornou-se contendor imbatível, deixando para trás velhas figuras e partidos que haviam dominado a cena desde a conformação da Nova República.
A vitória de Bolsonaro suscita muitas interrogações, tanto relativas aos processos que levaram a ela quanto às suas consequências, em vários âmbitos. Este é o desafio que se colocou aos pensadores aqui reunidos, notórios especialistas em áreas como ciência política, história, sociologia, antropologia, economia e direito. Trata-se de um livro de intervenção, que pretende ajudar na compreensão de período que, tudo indica, virá a ser crucial nos rumos que tomarão nosso país e nossa sociedade.
Escolha um dos 22 artigos do livro e elabore uma resenha crítica a ser entregue até a aula do dia 12/08.
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