Após o episódio de 11 de setembro, a tortura tornou-se, nos Estados Unidos, uma política e juridicamente justificada pela “guerra global contra o terror”. Mais que isso, foi moralmente legitimada. Para eminentes pensadores americanos, a tortura é um mal necessário, até mesmo o bem, em situações de ameaça grave. Como entender essa dramática regressão? Daí a importância da obra de M. Terestschenko, O bom uso da tortura ou como as democracias justificam o injustificável , que enfrenta todas as dimensões da resposta desta pergunta, histórica, jurídica, filosófica e moral. O autor ainda explica por que seu argumento central, o da hipótese da “bomba-relógio”, que justifica a tortura do indivíduo que a colocou, não passa de uma fábula perversa.
Em nossa última aula, na próxima quarta-feira, dia 28/08, vamos analisar o capítulo nove do livro e será solicitado, como exercício, uma resenha crítica do mesmo.
https://drive.google.com/file/d/1dawSS48AlDpLAIvdjXeXin0clKawa286/view?usp=sharing
(Coloquei hoje uma versão mais legível)
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