Organizada por Edson Teles e Vladimir Safatle, a obra O que resta da ditadura (São Paulo: Boitempo, 2010) reúne uma série de ensaios que esquadrinham o legado deixado pelo regime militar na estrutura jurídica, nas práticas políticas, na literatura, na violência institucionalizada e em outras esferas da vida social brasileira.
Fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, o livro reúne textos de escritores e intelectuais como Maria Rita Kehl, Jaime Ginzburg, Paulo Arantes, Ricardo Lísias e Jeanne Marie Gagnebin, que buscam analisar o que permanece de mais perverso da ditadura no país hoje. Assim, o livro possui também um caráter de resistência à lógica de negação difundida por aqueles que buscam hoje ocultar o passado recente, seja ao abrandar, amenizar ou simplesmente esquecer este período da história brasileira.
Para a aula do dia 21/08, analisaremos o texto "1964, o ano que não terminou" de Paulo Arantes (páginas 205-236). Como exercício de leitura, pede-se uma resenha crítica desse texto.
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